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Pelos (en) cantos de Goiás

Pelos (en) cantos de Goiás

Geovane José Leandro

Que este Estadão é um lugar abençoado por Deus, todos nós sabemos. Que é dele que “brotaram” nomes como o de Cora Coralina, Bernardo Élis, Bariani Ortêncio, dentre muitos outros que nos orgulham em poder bater no peito e dizer: sou sim, da Terra do Anhanguera, do índio Goyá.  Uma Terra que não teve medo e nem dó de ceder um pedacinho aqui, outro ali e gerar filhos como o Distrito Federal e Tocantins. Um berço que de tão abençoado, pode se dizer, que parece mesmo é coração de mãe; sempre cabe mais um. Talvez seja por isso, que é por aqui que pulsa o coração do Brasil.

Mas gostoso mesmo é desfrutar cada parte deste Estado, que precisamente mostra sua gente em um “estado” de amor entre si, ou hospitaleira quando se precisa receber os que por aqui decidem viver. No calor de um abraço, o afagar das belas cachoeiras, o sabor do pequi, das araçás e mangabas, o despontado e faceiro jeito do goiano, representado quem sabe pela desengonçada canela d’ema do cerrado.

Assim, o que importa mesmo é perceber que mesmo rodando este “Brazilzão.” Aqui em casa, há muitas, mas muitas belezas a serem apreciadas. Quer uma degustação? Pois bem, começo a lhe apresentar.

É carnaval de 2018, e “tudo pode acontecer”, diria uma bela canção dos anos 80. Os destinos e roteiros são os mesmos para aqueles que curtem uma noitada regada a som, bebida e muita folia. Daí os tradicionais destinos como Caldas Novas, Três Ranchos e/ou outros badalados que se destacam de norte a sul do Estado. Porém, o prazer agora é outro. E eis que se exala o desejo de seguir norte a dentro e desbravar um santuário, porque não dizer, um tanto quanto desconhecido da grande mídia e das massas – (e que assim, perpetue por muito tempo). O nome deste sagrado lugar: Mambaí – (que conforme um morador local, relatando o que dizia seu avô, veio da junção dos radicais “mam” de mangaba, fruta farta na região e “baí” – de Bahia, logo ali na divisa). Informação livre, a qual preferi não ir ao Google consultar, para não estragar o prazer do regionalismo cultural.

Bom, etimologias esclarecidas, é hora de desbravar as belezas deste lugar intocável por natureza. Começando pelas cavernas, esculpidas sob o dedo de Deus, as mesmas parecem disputar qual têm o objetivo de melhor encantar seus visitantes. O que por assim dizer, nos exige sem ao menos pedir, o respeito e preservação destes santuários. Cada “loca”, cada entrada. Porta e janela, como nos expressa um dos guias turísticos (que por sinal, todos de uma cortesia e educação incomparáveis e de dar inveja em muitas cidades por aí). Morcegos? Que nada, um só, visto durante todo o percurso, e que rondava a corda que levava pelo rapel, os grupos de visitantes do Rio de Janeiro, Brasília, Goiás e de outras partes desta terra verde-amarela. A cada trilha, cada caverna (cortada pelos rios que nos acolhem com águas barrentas até o pescoço), cada espaço verde, parece fazer com que os olhos dos visitantes venham contrastar com as belas paisagens que por ali se vê. A emoção é tanta, que Machado de Assis diria que o êxtase levaria os turistas ao brilho dos olhos de Capitu -, olhos de cigana oblíqua.  

E as cachoeiras? Ah... estas são um brilho à parte, exclamaria Rubem Braga. Exuberantes, todas exibem quedas d’água maravilhosas, água morninha e um contato com a Divindade através da sua casa-maior: a mãe natureza. A vegetação, em determinados momentos nem lembra o guerreiro cerrado que todos os anos precisa se reerguer após as queimadas que lhe mata, levando à agonia, sua fauna e flora. E para concluir, um almoço perfeito, à sombra dos pés de manga que exuberantes, acalmam o sol forte que queima a moleira de quem saboreia um franguinho caipira, macarronada, pirão e carne sequinha produzida ali mesmo na fazenda que nos oferece a belíssima cachoeira encantos do cerrado. Ah... não podendo esquecer a atenção do proprietário, um senhor gentil, educado e que com toda a simplicidade de um goiano, recebe com um aberto aperto de mão e sorriso largo, aqueles que ali desfrutam daquele pedacinho de paraíso. E é neste misto de belezas que através do silêncio, transcendem os ruídos do mundano carnaval, que lhe convido a ser bairrista, panteísta, ufanista, indianista e vir comigo. Vamos conhecer um pouquinho mais dos (en) cantos das Terras Goyazes. Afinal, isso aqui é bom demais! (Agradecimentos especiais a toda equipe da agência Mambaí Adventure).

Geovane José Leandro – Professor, jornalista e trecheiro

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