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Polêmica no templo Destaque

Polêmica no templo

Polêmica no templo

(Por Geovane José Leandro – RP 3227/GO)

A decisão de colocar à venda, o prédio que acomoda a 1ª Igreja Batista de Cristalina desencadeou um desajuste entre os membros da congregação. Pelo menos é o que relata boa parte dos fiéis do templo religioso.

O Bacharel em Direito e criado como  membro da 1ª Igreja Batista de Cristalina,  Marco Antônio Reis e Silva, é um dos descontentes com a decisão tomada pela atual cúpula do templo – “Neste dia de hoje – (domingo 13/11/16), a História de Cristalina foi mais uma vez ferida, e de morte, pois a intolerância, o descaso e falta de compromisso para com a memória e a dedicação de muitos verdadeiros cristalinenses que se dedicaram à verdadeira obra de Deus, e que consagraram a ela um templo que há mais de 60 anos tem servido como um baluarte de um marco nesta História. Foi hoje, vendido o templo da PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE CRISTALINA, por um grupo de canalhas que, sem se preocupar com a obra, mas sim com o lucro desta obra, que aliás é de Deus, sem necessidade alguma jogaram parte de uma história no lixo, memórias de muitos homens e mulheres que por ali passaram, que hoje como eu, do lugar de onde possam estar com certeza estão tristes.”-  Ressaltou Marco Antônio.

Em um desabafo pelas redes sociais, uma das integrantes da casa religiosa relata:  “ Dissipando uma história - (sobre a Primeira Igreja Batista de Cristalina) - Escrevo não como cristã, não como membro, não como Ana Luiza, mas, sim, escrevo como história. História de uma cidade, de muitas famílias, de muito suor, de muita luta, de muitos anos. História de lágrimas, de alegrias, de casamentos, de lutos, aniversários, festas, união. Nasci e cresci vendo a Primeira Igreja Batista de Cristalina sendo e vivendo em uma praça da cidade, não qualquer praça, mas a do Centro, a da Prefeitura, a prestigiada, a desejada. Um lugar tem tanta história que nem se cabe em palavras, um lugar que tem tantas lembranças, sentimentos, sensações, memórias pessoais, memórias coletivas. O que sinto agora é uma simples e pesada tristeza. Simples, pois é amena, pesada, pois apaga tanta coisa... Um grupo organizado que não foi capaz de sentir todo o peso da história de um lugar tão amado como a Primeira Igreja Batista de Cristalina, que não tem tradição ou amor a ela, um grupo de forasteiros, não me parece capaz de julgar se ela deve ou não continuar no lugar onde está. Por ambição? Por um papel que “vale nota”? Para um lugar longe demais da história? Minha avó, que se casou neste mesmo lugar em 1963, me contou a história de um missionário, que corria todo o Brasil, e que veio à cidade e se deslumbrou com uma igreja evangélica em uma praça central, disse que nunca em toda a história de vida dele havia visto tal coisa em qualquer lugar. Deixamos pasmos até mesmo um missionário viajado! Pelo simples fato de termos um lugar prestigiado em uma cidade! Qual o valor da ambição de um ser humano? Qual o valor de uma tradição? Vale mais o dinheiro que a história? Podemos vender nossos livros e excluir das escolas o ensino de História e nos basearmos no agora? Excluímos, seguindo a mesma linha de raciocínio, a Bíblia Sagrada e construímos novas regras? A igreja tem dono, é de alguma família, ou o Senhor é dono dela? Tenhamos, assim como Jesus Cristo teve, mais humildade.” Desabafa Ana Luiza Baldez.

A congregação que por longos anos, faz parte do contexto religioso da cidade, tendo passado e/ou estando nela, famílias tradicionais como os Mohn, Macedo, Brasil de Cuba e Reis e Silva, também é cartão-postal da praça principal de Cristalina.

O GW reserva espaço para que os responsáveis pela venda do prédio, como relatam os fiéis citados nesta matéria, caso queiram manifestar explicações ou opiniões divergentes. (GW)

Última modificação emDomingo, 13 Novembro 2016 21:22
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