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José Mário Schneider repudia samba-enredo que critica agronegócio Destaque

José Mário Schneider repudia samba-enredo que critica agronegócio

José Mário Schneider repudia samba-enredo que critica agronegócio

(A reportagem é do DM / Foto: GW)

“Xingu, o Clamor que vem da Floresta”, samba-enredo do Carnaval 2017 da escola Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, mereceu, ontem, repúdio do segmento do agronegócio brasileiro. Em Goiânia, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), entidade que acomoda 128 sindicatos rurais patronais, e a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre, manifestam “repúdio” pela homenagem ao Parque Nacional do Xingu.

O setor do agro chama a atenção para o tom crítico ao falar do desmatamento. As fantasias divulgadas pela Imperatriz Leopoldinense ilustram postura crítica aos produtores rurais. Entre elas, “Fazendeiros e seus agrotóxicos” ou “Pragas e Doenças”. Em Nota de Repúdio e em declarações ao Diário da Manhã, o presidente da Faeg, José Mário Schneider, também vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), observa que o segmento do agronegócio tem respondido pelo abastecimento interno e exportado o excedente de alimentos. Lembra ainda que o agronegócio responde de forma positiva ao Produto Interno Bruto (PIB), geração de manutenção de empregos, entre outros fatores.

Nota de Repúdio

O presidente da Faeg, José Mário Schneider, assinou Nota de Repúdio nos seguintes termos: “Responsável por produzir e levar alimentos para a mesa dos brasileiros e de populações em todo o mundo, o agronegócio é um dos setores que tem sustentado o Brasil, especialmente em períodos de incertezas na economia. É o agronegócio que tem gerado emprego e renda para a população, apresentando dados positivos para o nosso país. É quem vem segurando as pontas da economia goiana. Hierarquicamente o agro faz parte das necessidades do ser humano.

O agronegócio no Brasil se destaca também em todo o mundo e apresenta resultados relevantes em geração, transferência e adoção de tecnologias e pesquisas, fortalecendo diversas cadeias produtivas e movimentando vários setores econômicos. É o setor que mais evoluiu nas últimas décadas, garantindo a preservação do meio ambiente, recursos naturais e da vida em nosso planeta.

O Brasil, que tem no agronegócio importante fonte de renda para a população, é também o país do Carnaval, maior festa popular do mundo, que todos nós apreciamos, gostamos e respeitamos. É uma festa tradicional e democrática, promovida pelos brasileiros com o intuito de confraternizar, de se divertir.

Por isso, é inadmissível, ultrapassado e insustentável, que o agronegócio seja colocado como ‘vilão do meio ambiente, da natureza e da população’ no samba-enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017. Isso só serve como desserviço para a população. São considerações equivocadas, polêmicas e sem nenhuma noção da atual realidade. Isso nos entristece profundamente, porque o Carnaval representa comemoração e, claro, momento de agradecer pela vida. Ao contrário do que a escola de samba quer mostrar, o agronegócio tem toda sua importância, pujança e conscientização – adotando constantemente práticas socioambientais -, contribuindo para melhorar a vida de populações no Brasil e em todo o nosso planeta.

É com profunda indignação, revolta e insatisfação, que a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) repudia o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense e a atitude dos diretores da Escola de Samba carioca de divulgar esse tipo de composição, com informações erradas e sem sustentação.

O tempo e o trabalho gastos para produzir e propagar esse tipo de ações deveriam ser utilizados para levar informações corretas à população, que mostrem realmente o que acontece na relação entre campo e cidade”.

Última modificação emSábado, 07 Janeiro 2017 22:54
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